domingo, 2 de outubro de 2016

Soma numa conversa com Aldous Huxley

Na festa em que todo mundo vai,
Permanecer
É a melhor forma de protesto

Célebre como ponto radiante
Irradia tudo
De luz fresca ao negro véu cortante

O que importa é o que importa
O que não vale é o que não vale
O que não quer, joga-se fora
Nenhum resto é fora de moda

Pedintes de vida também precisam de vida.

Não há nada mais irresistível do que um pedinte onde tudo sobra
Do que um choro convulsivo onde tudo é sombra
Da verdade onde tudo é cobra.

Nesta era em que o sorrir é quase uma tortura
Chorar pelo direito ao mal-estar
Parece ser a única forma de cura

Naquela hora em que é quase obrigatório o riso do palhaço
Fazer o caos sem explicação é o maior alívio
Da covardia senil, falsa, em estardalhaço.

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