sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Embriaguez

No verso já fui de tudo
O trágico, dramático, desacreditado que acha que morrer dá alguma importância.
O esperançoso repleto de fé, com olhar adiante na metáfora do futuro.
O trágico que aceita, só aceita, e vive intensamente.
O iludido de sua própria importância.
O narcisista que se importa com a sua ilusão.

Sou um bartender.
Minha roupa não é clássica, é moderna
Tenho um sorriso das surdinas sociais, minha simpatia quer mais.

O espelho mágico do bar traduz tudo em triste.

- Whisky e gelo por favor

Sirvo-lhe água

- Cramberry e Vodca

Sirvo-lhe água

- Caipirinha de Morango

Água, água, água!

- Por que diabos me serve tão mal?

- Meu senhor já me pergunto isso há tanto tempo que nem me lembro mais do meu nome.

Nenhum comentário: