terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Daquele Artístico Cinismo Feminino

Se bem me lembro ele estava lá na dele, ruminando sua auto comiseração, atormentadamente em paz, se perguntando porque diabos ele estava naquela festa sendo que ele poderia estar se queixando de solidão sozinho, quando aquela garota super "cool" o tocou no ombro, e tinha uma voz típica de adolescente que acredita que tem o mundo em suas mãos: "e você não dança?".

Nessas horas não ter o dom da clarividência é uma maldição. Um envolvimento romântico e ingênuo conduziu-o a vários dias de tormento desnecessário por estar acorrentao a uma ideia, não à realidade. Porque se a realidade pudesse tomar forma teria-lhe chutado nos escrotos e dito: "aparta-te deste diabo!"

Confusão mental e mais auto depreciação foi o que ficou, e aí você teve de se reerguer sozinho, e eu aqui, vendo tudo repugnado e sentindo pena do seu comportamento patético.

Mas ei, deixa isso pra lá, estou falando de outras pessoas e não quero ficar aqui dando motivos óbvios pra chamar a atenção do ego de alguém, afinal, de que adiantam índios, poetas decadentes e pretensiosos dos anos 80, e uma arte meio que pra atrair platéia, além de um cinismo e arrogância de nunca saber dizer "me desculpe, eu errei", se não for pra, bem, pra isso mesmo, dizer "me desculpe, eu errei".

O que você pode dizer com quem conviveu contigo por tanto tempo e ainda é capaz de dizer que tem uma mente limitada? Sua mente é atormentada, claro. Você pensa em suicídio quase todos os dias, tudo bem. Você vive se remoendo aí dentro por causa de conflitos emocionais mau resolvidos, isso a gente também sabe. Você também sabe que precisa de um controle mental muito grande pra suportar tanta coisa que já te causaram até hoje, e por causa disso mesmo vive nessa ilusão de perseguição... pra falar a verdade, já que citei tudo isso, quando é que você vai se tratar hein? Do que eu estava falando mesmo?

Ah, claro. Esse cinismo em dizer que o que disse foi entendido errado, essa falácia tão de baixo nível em dizer "não fui em quem disse isso, você que entendeu assim", em que até a mente mais insólita pode se deixa levar, se resigna e vai, com a missão grotesca e imoral de se desculpar pelo que não fez, é isso o que fode o espírito do filósofo.

Então deixa eu dizer de forma bem clara: se dê ao direito de pensar por uma vez na vida que existem pessoas tão grandiosamente filhas da puta nesse mundo que elas conseguem até mesmo fazer com que a sua tristeza seja unicamente culpa sua. Vá lá amigo patético, abra seu coração e sinta raiva, porque você sabe que isso passa e que ninguém precisa te ensinar a viver, ou a ligar ventiladores, e tacar pedras e plantar flores. Todo mundo sabe a diferença entre flor e pedra: nessa vida, pedra começa com "P", de Puta!

Esse é um texto de um alter ego raivoso, alguém que também se dá o direito de se passar por outra pessoa, afinal quem tem que provar algo pra alguém é um espírito fraco e necessitado dos outros.

O que sobra é amor, mas ele fez uma pausa porque agora está profundamente magoado e tem esse direito.

Obs: Esse texto contém incoerências, mentiras, falcatruas, falha de caráter, egoísmo, narcisismo e ironias. Tudo em uma forma de pessoa só. ;)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Adeus recebido, agora me deixa ir.

Enquanto caminhava na minha estrada, não era uma adolescência tardia que eu buscava. Houve um momento em que a voz do menino se calou e passou a tentar parar de ter medo, porque todo mundo tem medo. Se não tenho psicólogos na vida, nem amigos, nem pessoas que possam estar dispostas a acompanhar a minha loucura, então de verdade, me deixa ir.

Mas não me diga que não tentei, não me diga que não amei, que não me sacrifiquei, que não tentei crescer antes do tempo, que venci meus medos individuais, que superei barreiras, que passei noites em claro pensando pro bem e pro mal, que não me doei. Mas me doeu, e por isso é que fui. Porque chegou uma hora que minhas palavras eram tipo canto de pássaro. Algumas pessoas acham bonitas, outras pessoas acham incômodas, mas no fundo, ninguém entendia. Na tentativa de ser sozinho a dois, optei por ser sozinho sozinho.

Uns tem medo de passar a vida achando que não aproveitaram o suficiente, outros tem medo de dividir sua vida com outras pessoas e acabam crescendo uns sociopatas dementes, mas todo mundo aqui tem o seu direito à sol ou sombra, e claro, água fresca.

Fui tarde, mas tentei até o último minuto. Amar em liberdade não permite incoerência, não permite ciúmes e nem insegurança. Amar em liberdade não permite medo, então se houve enclausuramento, essa gaiola foi construída a dois. O que faltou foi o que se perdeu: cumplicidade. Mas toda paixão nova e diferente começa sempre do mesmo jeito. O pior é cometer os mesmos erros.

Deixa eu ser egocêntrico porque a referência é clara.

Il sistema educativo

Ingredienti: Arancia, Fragola, Latte, Arachidi, Fagioli, Patate dolci, Ribes, Broccoli, Lattuga.

Preparazione: Masticare, spiedo e cuocere in forno.

Solo risultato atteso e ha chiesto: Vitamina da Banana

Questa è la nostra società pensare dell'educazione e della politica.


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Ingredientes:

Laranja, Morango, Leite, Amendoim, Feijão, Batata Doce, Groselha, Brócolis, Alface.

Preparo:
Mastigue, cuspa e leve ao forno.

Único resultado esperado e exigido:

Vitamina de Banana

Essa é a nossa sociedade pensando em educação e política.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Reorganização Escolar

Na boca do povo, todo mundo sabe que existe uma justificativa para a depredação do sistema educacional que, na minhas observações, já caiu por terra faz anos, de tão óbvia:

"Os políticos não querem uma educação de qualidade porque é mais fácil de manipular a população."

E essa frase, que poderia ser um símbolo de despertar da consciência, que eu já escutei em tantos lugares e vindo de tantas classes de pessoas e trabalhadores diferentes que já se tornou quase um provérbio, me faz pensar: se temos a consciência de que a educação é a chave para a não manipulação, porque nos deixamos manipular então? Se temos a consciência de que precisamos de uma educação de qualidade, então porque não vamos em busca dela? E digo isso tomando como ponto de partida a atitude mais simples de todas: estudar. Se sabemos que é necessária uma busca constante pelo conhecimento, então porque permanecemos inertes à vida, apenas recebendo o produto mal elaborado da indústria cultural, sem que por alguns minutos, possamos desenvolver nossas defesas contra ele, e travar um caminho mais livre, independente? Por que relutamos tanto em saber?

E isso, o saber, pode significar inúmeras atitudes diferentes, que foram discutidas, pensadas e repensadas ao longo desses 30 anos de sociedade dita livre, que vivemos desde 1984. Ao mesmo tempo, eu não consigo deixar de me incomodar com a postura dos cidadãos em geral. As pessoas não parecem querer uma educação de qualidade, mas um messias que as salvem da ignorância. E essa ignorância me parece ser muito mais uma insistência pessoal do que uma falta de acesso a alguma coisa, levando em conta que vivemos na era da internet.

Se você por um acaso não tem paciência ou disposição para assistir a uma aula de 50 minutos, acessar o youtube em busca de informação diferente, ler um livro diferente, parar para escutar uma música diferente, então você não precisa de um sistema de educação melhor, você precisa mesmo é rever os seus valores e necessidades como ser humano.

E não vejo a depredação escolar tendo como fim a manipulação política, essa representação que está aí que mais parece um circo de horrores. Entendo que esta finalidade está muito distante já, anos atrás. Hoje a coisa tem a ver com outro aspecto da sociedade que insistimos em ignorar: consumo alienado e desenfreado.

A má educação nos torna consumidores idiotas, e essa é a nova finalidade da má educação, porque os políticos que você tanto odeia e ataca podem ser os mesmos fornecedores das bugigangas que você tanto ama e defende.

Então eu venho pensando em uma proposta de uma forma de educação que seja, de fato, totalmente independente. Que ela seja livre totalmente de qualquer expectativa que a sociedade imponha sobre ela, isenta dessa ideia consagrada "de educar pra ser alguém na vida", porque você já é alguém na vida antes mesmo de ir para a escola. Precisamos de uma escola que valorize o ócio, porque diferente do que acreditam, a mente vazia não é oficina do diabo, é oficina do artista, ou aquele que é dono de si e dos seus próprios caminhos.

Antes de uma reorganização escolar, ou de uma crítica à reorganização escolar, precisamos mesmo é de uma reorganização humana, social, intelectual e espiritual. Precisamos de um minuto de silêncio conosco. E digo isto sem o menor prazer dos revolucionários que sonham pela maioria. Digo isto por mim mesmo.

Mais sobre isso eu recomendo a leitura dos textos de Theodor Adorno, Max Horkheimer e Zigmunt Bauman.

Unbroken

Unbroken

The girl
The little princess, safe in her tower of love
How many sets of ears does she glove?
Her shilly-shally smile towards life
But her own hero she carried off

Cape flying, she sees, with the drift,
The man she gazes, for all eternity, amazes.

The man
Impavid eyes chasing dreams beyound
The horizon is just a line
But what happens when the hero begans to fade
while the human within starts to cave?

The greatest mountain can be hollow inside
And fall into dust when the earth shakes
Even if the shake is a farewell look
A stare of goodbye
There is, for sometime
No ground, no sky
But even so, mountain born, mountain go by.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Flor Suicida

A casa era daquelas simples
Nada de extraordinário nem memorável
Não fica na memória, não fica na alma
É vento, lixeira, folha no chão
Um pedaço de papel amassado
Nada que valha a pena comentar.

Não se ouve por aí
- E aí me deparei com aquela lata de sardinha.
Não, a vida é mais memorável que isso:
- E foi massa, foi da hora, foi incrível!

Mas então...
Tinha uma flor dentro de um vaso.
E sou tão insensível e ignorante
Que nem sei seu nome.
Azaléia, Rosa, Cravo... era flor.
E a cada dia que passava,
Via que morria de vida
Recebia água e luz do sol
Sombra fresca e luz do sol
A água fresca e luz, e sombra.

Mas morria
Sem entender
De vida
E morria mais
E mais
E mais

Suas folhas iam murchando
Suas flores iam perdendo a vontade de desabrochar
Seus galhos perdiam a vontade de se levantar

Até que morreu mesmo.

Sem entender, retirei seu vaso e joguei fora
Agora jaz um vazio
Agora vaz, um jazigo
Sem entender
Não tem mais flor, só inconsciente.

domingo, 13 de setembro de 2015

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Entrevista comigo mesmo

Entrevista comigo mesmo no show de TV 'O Eu Narcisista e Egocêntrico'

O que eu penso da sociedade? A sociedade é ingênua, mal intencionada e carente.

Somos ingênuos em depositar a nossa esperança em falsos idealismos, num mundo onde não haja pobreza nem violência, mas nossa má intenção está em justamente não encarar como justiça a divisão dos parcos recursos que nos sobram, aí imprimimos nossas ideologias instântaneas e mal elaboradas. Temos essa inconstância depravada, uma ideia senil não mais à beira da falência, falida.

A sociedade é carente por essa necessidade doentia de se expressar o tempo inteiro, mesmo sem ter algo a dizer de verdade. É um vício, quase uma doença mental.

A sociedade quer liberdade, mas se incomoda com quem é livre. Com quem é livre mesmo, extrapolando, aquele livre que é tão livre a ponto de não condizer com nada que você considere como um ser humano aceitável. Um livre tipo o cara que transa com tudo o que se mexe, não toma banho todo dia, escuta uma música estranha e que ninguém conhece, fala sozinho, come só verduras e legumes, não tem carro, não paga condução do ônibus nem do metrô, e sempre arruma briga por causa disso, às vezes mija na rua, e às vezes dorme fora de casa durante quase uma semana, pra chegar em casa e não se incomdar com aquela pia suja de um mês. Verdade, essa liberdade porca e exarcebada incomoda bastante a vida tradicional dos limpinhos que pedem a liberdade de que todo mundo seja obrigado a ser limpinho também.

Vejo por aí tanta gente esperando um líder revolucionário que nos traga a solução, mas esta mesma gente se incomoda com quem tem pensamento livre, com quem é líder de si mesmo e fala exatamente o que pensa. Existe uma opressão muito grande quando o que você pensa não condiz com o coletivo, uma hostilidade que eu nunca vi antes. Estão calando os que não concordam com a maioria, e das maneiras mais cruéis que eu já pude testemunhar: agressão física, agressão direta ao que a pessoa acredita, ou a quem a pessoa é. Queremos tanto essa tal liberdade, mas uma pessoa que diz e faz o que pensa é mal vista, acaba sendo vitimada pelo tradicionalismo confuso e mal resolvido, em que a gente não sabe se quer ser Cristão, Comunista, Libertário, Capitalista ou tudo ao mesmo tempo. Resumindo, a sociedade não sabe mais o que quer, tamanho é o nível da insatisfação pessoal.

Eu vejo nas escolas em que eu dou aula. Os alunos que são mais hostilizados são aqueles que mais tem uma independência de atitude e opinião. Aqueles que não aceitam ser controlados e querem se expressar, acima de qualquer tradicionalismo, acima de qualquer "ele tem experiência, ele sabe o que faz", são os alunos que são mais excluídos e oprimidos, e isso é um sinal de que a liberdade que todo mundo quer, mas não tem, incomoda e desperta uma sensação de inveja em quem tem coragem de viver isso de verdade, que vai além do discurso. Às vezes não tem nem discurso, tem apenas ação, e essa ação é realmente incomoda pra quem não tem a coragem de ser o que gostaria realmente de ser, e fica só no falatório pra impressionar audiências. Isso tem um nome: hipocrisia.

Eu corro o risco de ser "curtido", "compartilhado" ou até mesmo "comentário-elogiado" por pessoas que não são exatamente o que querem ser, mas vão usar minhas palavras pra dizer "é assim que eu penso". Pensar sem ação vira apenas discurso de fogão.

Eu adoro inventar ditos populares que não são populares porque só foi dito por mim mesmo. Ditos Borgiolares.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Reforma na educação para quê? O que vai ser dos nossos McDonald's?

La riforma in educazione per che cosa? Che ne sarà del nostro McDonald?
Uma brisa fresca me bate no rosto
Isso nada quer dizer
Mas lá longe um pedacinho amarelo pinta o céu
Um lenço de adeus se abanando
E essa brisa fresca me traz um perfume
Não de flores, mas de fêmea
Com um toque suave das lembranças mais intensas
O nome daquele barco que vai te levando
Saudade

Divaga o pensamento nas cores da cidade

E uma forma se reforma
Entre as cores da mureta e as nuvens do céu
Formando voluntário um rosto delicado
O nome desta obra
Saudade


Não vejo ninguém brincando em velório. Vejo o velório de um país, sendo sepultado a cada dia que passa, e todo mundo brincando.

Contraponto

Contraponto

Vivemos dois tempos diferentes

Um enquanto o mundo se acaba em caos, discórdia e ignorância
E outro no tempo dos amantes

Embriaguez

No verso já fui de tudo
O trágico, dramático, desacreditado que acha que morrer dá alguma importância.
O esperançoso repleto de fé, com olhar adiante na metáfora do futuro.
O trágico que aceita, só aceita, e vive intensamente.
O iludido de sua própria importância.
O narcisista que se importa com a sua ilusão.

Sou um bartender.
Minha roupa não é clássica, é moderna
Tenho um sorriso das surdinas sociais, minha simpatia quer mais.

O espelho mágico do bar traduz tudo em triste.

- Whisky e gelo por favor

Sirvo-lhe água

- Cramberry e Vodca

Sirvo-lhe água

- Caipirinha de Morango

Água, água, água!

- Por que diabos me serve tão mal?

- Meu senhor já me pergunto isso há tanto tempo que nem me lembro mais do meu nome.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Nel paese dei ciechi è escluso il guercio.

"Em terra de cegos quem tem olho é excluído"

domingo, 12 de julho de 2015

Sobre a Redução da Maioridade Penal

Já perdi três amigos queridos por causa da violência. Dois dos três casos envolviam menores de 18 anos, e mesmo assim, eu sou contra a redução da maioridade penal.
Sociedade é formada por laços e relações complexas e logo tudo o que a compõe também é. Os problemas não são um botão de liga desliga que se resolvem de forma imediatista.
Quem cresceu em periferia e entende o que é de verdade a falta de oportunidade, o que é ver amigos e parceiros perdidos porque não tem realmente nenhum lugar para ir, não tem perspectiva, não enxergam uma saída, quem viu isso com os próprios olhos consegue sentir que reduzir a maioridade penal para 16 anos é uma medida paliativa e só vai servir pra aliviar a ilusão de gente que tem uma cabeça enclausurada na falsa segurança de um condomínio.
Mas a bomba tá aí fora, pronta pra explodir. Reduzir a maioridade penal não vai diminuir a criminalidade. O que reduz a criminalidade é dar oportunidades e condições para todos. É ter escola pública de qualidade, porque não é mérito algum derramar suor, isso aí é resquício de escravidão, chega a ser até humilhante você demorar anos pra conseguir uma coisa, porque tem que dividir o seu tempo de estudos com trabalho, pagar contas, assumir responsabilidades, enquanto que o seu vizinho, que tem a benção de ser financiado por alguém, que tem incentivo, motivação (e isso faz uma puta diferença na vida de uma pessoa), vai muito mais longe.
Eu tive família, meu pai veio do nordeste com pouca escolaridade e comeu o pão que o diabo amassou. Minha mãe teve o ensino médio e sofreu preconceito pra caramba, mas eles se mantiveram firmes. Se você acha mesmo que todo ser humano precisa passar por essa provação de caráter pra conseguir as coisas, se você quer apostar mesmo na força de espírito de cada um desse país, então boa sorte. Mas acho que teríamos um país muito mais feliz se as pessoas não precisassem sofrer tanto para conseguir conquistar seus sonhos.
Nosso país nunca investiu na educação dos mais pobres, enquanto somos obrigados a ver um desfile pomposo de ostentação nojenta de uma elite arrogante, alienada, oportunista e hipócrita. Onde eu vejo que a minha categoria sofreu com uma greve de mais de 80 dias e saiu humilhada, sem conseguir nada do que reivindicou. Onde o professor é visto como um vagabundo, e não como um profissional que merece ser respeitado, que estudou e estuda diariamente pra pelo menos despertar a vontade de saber de uma nação completamente ignorante. Onde temos cada vez menos leitores e cada vez mais consumidores. Vivemos em um país que ridiculariza e escracha quem gosta de aprender, e exaltamos a esperteza de passar a perna em alguém. Não conhecemos nem os nomes dos nossos maiores pensadores e cientistas nacionais, mas sabemos prontamente quem são os que tem mais poder de bagatela, os mais ricos. Nosso país é violento porque vemos toda hora alguém gritando que tem o direito de se expressar, mas eu mal vejo pessoas exigindo o seu direito de ter silêncio para refletir um pouco, reorganizar as ideias, avaliar se até este ponto da vida você está certo do que está pensando, fazendo ou seguindo. Acho que estamos num tempo em que todo mundo está falando demais, como se o tempo todo estivessem gritando no seu ouvido e você não conseguisse nem saber quem ou o que você é.
O que torna nosso país violento é a epidemia de burrice emocional e intelectual que nos assola. Falta mais humanidade e menos gritos de ódio e vingança

sábado, 20 de junho de 2015

La pubblicità è l'attività dell'anima.

A propaganda é o negócio da alma.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

L'isolamento

"Se ti senti solo, cerca di morire. Le persone ci verrano alla fine."

Se você se sente solitário, exprimente morrer. As pessoas vão aparecer eventualmente.

Cry

Cry

Let me out
It hurts too much
Inside

Where`s the key?
There's no Key
There's your mind
What a...
What's that?
I've brought you something
Oh, that's kind.

A twinge in the stomach
A sarcastic point
A flavour different from yore
Is this a thought?
It's lemon lime
Great stuff
That's mine.
What a bore

Fetch me those flowers
Which ones?
Up there, by the sky
Oh my, look the hour
Stay more
Tomorrow
So, drop by
That's a date
And there'll be masks
And no more asks
And no more tasks
Or more poor rhymes



Care to open?
I can't
Oh let me
Stay back
Get aside
Try this
This one?
That's Good
Ginger Bread
Bread Winner

Pose
Feint?
Dying
Cry

Sometimes I don't believe in what the mirror on the silver lake implies.

domingo, 24 de maio de 2015

Frase L

Para qualquer situação ruim em sua vida lembre-se do ditado: rodinhos de pia parados criam Streptococos.

Que Seja

E se for por nós, quem será contra nós?
Senão todos os que não nos vêem!

Esteja agora, neste eterno presente
Neste momento etéreo
Ou nada mais do que ente

Venha pela rima fácil
Ou pela dor da perdição
E escolhe o teu caminho como escolhe ser no mundo
Mas venha, não só, não apenas
Acompanhada enquanto estamos
Mãos em mãos.
Venha em plena, forte, corajosa intenção.

Pois enquanto é assim
Será,
Simples como pode ser
Sem de verdade pra onde saber.
E que seja!

Não derrubarão nossos sonhos
Não destruirão nosso direito
De ser direito
Ou esquerdo
Ou centro
Ou laranja.

E se for por nós, quem será contra nós?
Senão todos os que não nos vêem!

E não nos sabem!
E não nos querem!
E fingem que nos querem!
E fingem que nos fingem!
E querem nos fingir!

Vamos fugir?
Nem quando o deserto seque
Ou a Lua caia!

Sejamos, apenas.
Escolha por si só, como bem esperaria
Desta paleta despojada e mutante
Que é o mundo como queira, como queira.

Pois sendo um ou sendo dois
Ou sendo sempre três
Somos mais, agora, e só.
O que vier não existe.
O que já foi só permanece
Se não permanecermos mais.

Rasteje por dentro de si
Somos todos animais
Somos todos anjos
Somos todos todos!

Somos realidade ou ilusão
Sonho ou vigília
Vontade ou tentação
Que seja!

Pois enquanto estamos mãos em mãos
Essa luz brilha intensa
Esta luz brilha plena
E mesmo diante do caixão
Ainda somos mais
Somos todos
Somos plenos
Sendo um ou dois
Ou sendo sempre três

Carrega alguém da morte adiante

Eternidade existe
Enquanto existe lembrança.