quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Freya

Eis um corpo semi vivo esparramado na cama
Ou uma cama sustentando um corpo semi vivo

Da preguiça suprema até o desejo sombrio de apagar a luz
Quanto tempo leva não se sabe

E é a dúvida,
a dúvida do que se entra lá ou cá...
Então se deixa embalar nessa brisa fria
Do sono cansado dos convalescidos.

A nuvem é só nuvem
A flor é só flor
O chão é só chão
E o céu é só céu

Todo o resto fica preso no sono

E é a dúvida
Para a decepção dos desesperados
Que se espera.

E é só espera
E só se espera por ela chegar.

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