quinta-feira, 26 de junho de 2014

Refeição da Madrugada

Menu de restaurante burguês
Tu, eu e a vida,
Num encontro que era pra ser a dois

Tudo diante de nós, aí está:
Nosso erros do passado viram diamantes,
E o venenoso vinho sólido da altivez
A todos os sonhos cicatriza.
Fica o alívio preso em embriaguez.

E o que sobra pra depois?
Para o apetite tardio, às vezes em repúdio?
Para a digestão ácida, refluxa, má condicionada?
Uma confusa saudade?

Vermelha e negra meu bem, vermelha e negra.

Olhe para cá, veja essa vida que escorre
Escorre, mas como? Seca? Tinta? Nauseante?

E o que sobra pra nós?
Além desta garrafa vazia?
Desse prato sujo?
Além dessas palavras duras como pão?
Alem desses olhares crus como a carne?

Vermelha e negra meu bem, vermelha e negra.

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