domingo, 16 de junho de 2013

No fim das contas Andy Warhol

Existe uma cama tão fria
E uma casa tão silenciosa
Que quase crê que não existe
Ou que é Deus.

E ali está
A menos que estará
Se houver muita crença
E muita retribuição.

A TV está ligada
Converso com ela
- Olá TV

"-Bom dia" me responde.

O coração se alegra
A fé se aquece
Existo
Por mais que pense.

Quase acreditei que existia.

Disposição

Tive um sonho do mais surreal possível
Em que um amigo me tocava no ombro
Sorria carinhoso e me dizia:
Todo mundo neste mundo tem a sua sombra debaixo da árvore.

Acordei em paz com a casa em seu silêncio comum.
Com as coisas exatamente onde tinha deixado na noite anterior.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Um dia de maio

Derrubaram a bastilha!
Mas que diabos é a bastilha?
Só sei desse suor no seu corpo belo!

Tudo que é consciência perdura
Só que nada pra sempre dura.

Como se fosse uma semente
Que cai numa terra indisponível e vai nascendo um brotinho.
Um dia a gente agoa.
Outro dia a gente põe terra
E aí a gente colhe
E tudo fica assim, lagoa.

Que nem quando éramos crianças
As casas e as árvores girando
De mãos dadas com os melhores
Dos nossos melhores amigos

Elefantes voadores, elefantes voadores!
Era só algodão doce.

sábado, 8 de junho de 2013

Vandalismo

Um barco
Uma lagoa
Um cenário qualquer.

Entre um travesseiro e outro
Havia um sonho

Pescador, pescava com segurança e com afinco de pescaria
Acendeu um cigarrozinho enquanto comia
Pedacinhos confiantes de atum.

Terminou a última tragada e atirou-se na lagoa pra uma nadada
O atum assumiu a vara

Atum, pescava com segurança e com afinco
Enquanto comia pedaços de atum confiantes.

Quando saiu da lagoa virou um cigarro
E foi excluído pela sociedade.