quinta-feira, 18 de abril de 2013

A Chave

Catedral da minha vida
Nébula ulular distante
O ditame da insegurança
A ditadura da incerteza

Bato à porta e aguardo a pergunta:
nada soa
Bato à porta e aguardo a segunda
nada evola
Bato mais forte e o coração agita

Esvaece um perfume augure
E só retorna, reboa
Alguém aí?

A porta abre, ouço passos adiante
A cada passo meu, um passo atlante
Ouço um passo retornante

Alguém lá, além
Ou eu aqui, avante?
A chave jaz ilesa entre o invisível

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