quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O Sol de Todo o Coração

Neste buraco escuro cai um bichinho belo
Cai amendrotado e triste, neste buraco frio
De vil espectativa buraco pleno
E de venenosos ventos lugar sombrio

Bichinho puro, pássarinho vivo
Mas morre de medo, morre bichinho

Esse mundo não te quer no céu
És um rato
Uma lagarta
Um nada
Um verdadeiro nada
Pisa na asa da tua consciência
Como quem pisa no chão da tolerância
Chuta teu estômago forte, saudável
Não tens mais estômago.
Uma cobra, duas cobras
Dez cobras, dez leões
Uma manada de quem não quer nada
Só que ei, iluminou-te a vida

Tu sabes voar bichinho, tu sabes voar
E voa.

Bichinho não
Pássaro.

Teu coração o sol pertence.

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