segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

de uma só vez


Um mundo sem perguntas
Caminha livre, aliviado
Leve, a brisa calma te leva
Escorrega sem acanhamento
Num escorrega feito de gelo
Cai num poço sem medo
Livre da tentação
Envolve um vapor sapiente
Uma poção de água quente
O cheiro e o gosto agridoce
Doce como a lágrima caída
Como o clamor de viva vivida.
Uma forma de mulher nua surge
Braços abertos, sorriso seguro
O abraço traz o sono, o sonho urge
Cai num chão repleto de poeira
Ergue e sacode a bela sujeira
E segue
Fora de si, em paz, na calmaria do cálido arco-íris
Num mundo sem perguntas.

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