sábado, 17 de novembro de 2012

Borboleteando


Virou uma semente
Quando caminhava na mata
Desde quando não soube como
Cada história que é extraordinária
por não sabermos
quando quem começou
como onde terminará

Perdeu-se na mata de borboletas coloridas
Todas borboleteando
Cada uma mais risonha para o espírito
E mais saborosa para a alma
Tinha a de círculos azuis e vermelhos
Tinha a preta, branca e amarela
A de listras vermelhas e violetas
A borboleta marrom, que se confunde com o seu nascer
A borboleta gigante
E a borboleta inexistente
Que ninguém nunca não viu

Até que brotou no ar
Virou uma árvore flutuante
Copa grande, folhas de pluma e tronco de folhas briófitas
Criou asas e começou a voar
Para sempre
E sem a nossa necessidade de final

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