domingo, 4 de março de 2012

A sua Rosa

Que seja banal a sua moda
E que seus ciclos jamais estejam sincronizados
Apedrejem-nas por não serem tão homens quanto nós
Racionalmente propositais em fazer-se analíticas
(Na esperança de lhas deem à escola ou à rua o seu nome)

Que tenhamos medo de admitir que diante da força dos pulsos
  [desfalece o braço
E que sempre detiveram sobre nós o poder
  [que detemos sobre os outros
Que na mais turbulenta ocasião iluminam
  [e enudecem todas as nossas ilusões
Podemos nos enganar sobre isto também

Mas que nunca permaneça obstáculo
Entre uma mulher e o seu direito de receber uma rosa
Natureza não se converte, maquia-se;

Porém se esta data...

Acontecerá de tudo ficar decrépito
Morto, sem graça
Levantar da cama pra quê?
Já nos roubaram a infância tão cedo...
Tudo que conheceremos envelhecerá,
Antes da hora.

Mas dê aquela frágil criatura implacável a sua rosa...

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