sexta-feira, 30 de março de 2012

La Critique par rapport à la Plainte

Je vais ecrit au sujet de la différence entre la critique et de la plainte. La plainte frivole vient à une conclusion personnel, individuel, dont les impacts sur les société sont minimes, que faire une différence seulement pour le plaignante et leur correlée.

La critique, au contraire, c'est l'exercise de la raison à des fins de manifestation de la verité, de réfuter les sophismes, pointant dogmes dont les impacts aurait une incidence sur une partie important de la communauté humaine.

Bientôt, je vais de donner plus de détails sur le sujet que ici j'ai présenté.

domingo, 25 de março de 2012

Sementes

Por mais que existam idiotas blasés que falam de seu vegetarianismo como parte do status de sua falsa intelectualidade, baseada em livros de bolso da praça da Sé, ser vegetariano não é apenas uma questão de saúde, mas trata-se de um exercício de reflexão que nos faz conhecer uma diferente função do corpo vivo na terra, seja humano ou não, que está muito ligada à espiritualidade e ao respeito consigo mesmo, possibilitando a partir daí nos levar a questionamentos que envolvem até mesmo o nosso falido sistema econômico mundial.

sábado, 24 de março de 2012

Penso logo... só isso mesmo.

Pensar é uma necessidade de sobrevivência. Há quem diga que é um incômodo. Sobreviver é um incômodo. Que alguém viva minha vida por mim se for assim.

sexta-feira, 23 de março de 2012

All is Vanity

(desenho de Charles Allan Gilbert 1873-1929 - All Is Vanity)


Viver parece uma brincadeira de mau gosto
Quando não se sabe se o dia termina em sol ou futebol
Ou se a notícia vem às duas ou às dez
Ou se o leite faz doce ou coalha.

Por trás de toda segura muralha
Uma criança desesperada grita por socorro

Pesca o olhar que se desvia de tudo
As pernas que vão embora sem dizer adeus
As surdez voluntárias às mágoas do coração
Presta o seu atento ao silêncio social
Entre aquela coisa incômoda que à noite chega
E arranha o coração até lhe fazer mal
Quando uma lágrima cai
Silenciosa, solitária, murmurando sua rota

Os olhos parecem muralhas cujas fortalezas jamais são derrubadas
Não há palavras, gestos, toques, sorrisos, beijos ou perfumes
Não há nada de certo volume
Mas, ah, a lágrima
O poder maior e invencível está na simplicidade das coisas

Percebe-se sofrendo que viver não é vitória
Vale menos que um sorriso
Antes que os olhos se fechem
Numa eternidade de fadas encantadas.

Por trás de toda boneca perfumada existe um crânio
Igual a de toda decrépita existência.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Romaria dos Vencidos

Por que tamanha estrada
Por que ir adiante por esta difícil trilha?
Dizem que lá no fim há um céu, de uma luz brilhante
Então segue em frente

Sabemos de tudo o que se passa
Mas no mesmo instante não sabemos nada
As estrelas mudam de lugar e somos só nós
Pequenos rastejantes redescobrindo os mesmos sonhos
Alimentando-nos do mesmo peixe
E bebendo das mesmas águas

Não sou o primeiro de nada
Não fui o primeiro dos poetas
Nem dos loucos amantes
Desde os que só pensavam em mim
Aos que se dedicam ao semelhante
Que se detinham para não ir embora
E não sei se sigo minha estrada
Ou se deixo para trás para seguir ao lado
Nunca lembro da certeza
Ou da difícil solução de estar errado.
Por que tamanha romaria?
Ouça os murmúrios do dia:
Os ais e ohs, e os suspiros orgulhosos
Existe uma dor explícita atada aos calcanhares
Mas o olhar é firme e implacável adiante
Este é mais importante.

Em um certo momento surge algo
E fala-nos ao pé do ouvido
E diz que tudo o que até agora foi sabido
Estava completamente errado.
Permanecei aí por um instante
Parado.
E agora? Pra que lado?
Só existe um caminho, avante.
O que torna apraz é o que muda
Lá na frente, no horizonte
Então leva perna ante perna
E não se queixa da curva
E assim vamos.

A marcha de antes é segura e impertinente
Hoje passo ante passo
Sem saber o que após virá
Não há um palmo além do futuro
Que não pode deixar de ser um abismo
Ou um irritante muro
Pra onde vai após este furo?

Segue , não se doa, não se deixe largar
Olhar para trás, jamais
Mas veja, nada mais há que olhar
O passado apaga cada passo além
A memória é que se faz lactante
Do que é certo ou errado
Ou das mentiras que convencem a nós mesmos.

O fim desta poesia bela não há
A despedida se faz aquém
Aqui não será
O que aqui paro como ponto final
Como sinal de interrupção
Nunca será o fim desta aflição
Dos por ques ou para ques
Desta tamanha trilha sinuosa
Cheia de pedras, ou cheia de glosas
Cheia de motes incompreensíveis
Repleta de saberes e desabares
De tudo o que é impossível...

Olha um momento... um brilho no céu
Uma sombra no chão
Uma brisa no rosto
E o resto em nossas mãos.

terça-feira, 20 de março de 2012

Quantos homens malditos não se esforçam nem metade de suas vidas por suas mulheres? Os demais eu sei lá se são homens, mas mulheres que estão entregues a seres assim não tem nem o valor de serem chamadas de mulheres. Escravidão voluntária é inaceitável para mim.

Existem homens extremamente insensíveis e extremamente rudes, mas o que eu mais vejo por aí, como homem, são mulheres extremamente cegas.

domingo, 18 de março de 2012

O Problema das Ilusões humanas

Nada do que não é fruto da nossa escolha existe de verdade além daquilo que existe na nossa cabeça. Aquilo que você crê em demasia e busca como crença pessoal é crença pessoal  e nunca abandonará o campo da sua individualidade, que foi moldada ao longo do seu ser até este momento, e nunca deixará de ser, mesmo que outros acreditem junto com você. Sua liberdade, sua religião, seu complexo de superioridade ou inferioridade, sua crença no bem ou no mal, seu credo em achar que o mundo vai ruir ou melhorar, sua gratidão ou ingratidão em relação às coisas, sua justiça ou injustiça pessoais, seu pessimismo ou otimismo; nada disso vem de um mundo que conspira em favor ou contra a confirmação disso; é a nossa mente quem monta os quebra cabeças a fim de fazer valer as nossas ilusões. O problema é que fora delas um milhão de homens e mulheres estão sofrendo sem que a gente entenda de verdade.

sábado, 10 de março de 2012

Domingo de Ramos

Vou embora
Sempre
Vou embora
Dói, passeia com angústia
Sofre vai
embora
com resigno comedido
Não traz o espelho
Não traz o reflexo
Vou embora
Sôfrego, acaba
Termina
Deixa pra trás
Subtraz
Comedido, retido, contido
Não tem mais
Vou me embora
Levarei de lembrança imagens
Repetições frias, inexistentes
Vou embora imagens
Não minhas, nunca serão
Vou-me embora doído
Cansado, deixado pra traz
Largarei a juventude
Largarei o descanso e o cansaço
Largarei a solidão e imensidão tardia
O não passo, a não estadia voluntária dissoluta
Levarei imagens da escuridão
Feliz
Quadro a quem não se diz
Jamais
Partirei
Egoísmo para lá
Sobras de eufemismos para cá
Tudo doença sombria
A escuridão me satisfaz
Metade de mim escondida
Numa saudade inconveniente
Daquilo que não se faz
Deixa vai, deixa pra trás
Esconde debaixo do que
Que visito no sono íntimo
Profundo
Onde reina temporária escuridão
Caem preguiçosos, como a manta cascateada
Brilha sob a luz, águas escuras ondulantes
Abraçando-me plenamente
Guarda tudo com zelo
Debaixo de cada cama ou coma, caixa ou túmulo
Debaixo de cada sílaba
Parecendo sempre fazer
Onde tudo o que está escrito
Está escrito
E que se não puder
Não se poderá não ser lido
Vou embora vai
Brincando com a lógica de frente pra trás
Negando o não da negação
Pausando em cada verso um outro não
Do que não posso negar não negando
Vou embora
Carregando o cesto de sílabas
Porteá-la-á substancialmente
As estrelas sabem quando olho
Não quanto olho
Carregando o peso do dia
Escuridão faz sombras
Luz faz sombras
Mas há quem pede...

Vou embora...
Vou embora vou
dormir vou
sonhar
com a escuridão.

terça-feira, 6 de março de 2012

Declaração Subsidiária

Mulher deitada assim
Com os mamilos empinados para o alto de tudo
A boca brilhante e suculenta

Numa declaração mais sóbria do que tudo

- Mulher, sou louco pelos seus cotovelos.

Sinto sentir

Ah fogo que brilha por tantas coisas!
Clamo ao próximo dia como um próximo dia

Se houvesse uma embarcação para degustarmos a vida
Chamaria Menino

Saudade é uma imposição muito séria
Estou com saudades do sorvete que tomei esta tarde
E sinto falta da brisa que me bateu no rosto
Porque sempre importar com imposição
Sinto tristeza pela água que bebi uma vez transformada em amônia
Alegra-me a nuvem que passou lá no céu
Com cara de bebê e aspecto de algodão

Sinto cansaço pelas calçadas que pisamos
Pobres diárias o intactas o dia inteiro
Sinto pena dos pobres lençóis que só balançam
Mas se bem observo
Sinto inveja dos lençóis dançando ao som da música brisaica.

Andante assim, lentamente esvoaçada
Mexendo assim parece um samba
Fresca e com cores diversas
Ah varal, a epifania do conforto.

Na próxima vida quando houver pretendo ser um varal

Zôom Lógon Echón

Uma traição aos meus próprios saberes
E a minha própria concepção de ir além
Joga-me de volta quando estamos
Refletidamente invisíveis no meio do caos

O universo me agradece
Mas dentre tantas coisas consideradas importantes
Eu fui surgir também
Cabe a ele sua decisão

De dentro pra fora
O fantástico miserável cérebro
De dentro pra fora
As cores e formas impositivas nos limitam
No de limite e dizem não:
Árvores, somente verdes
Águas, somente cristalinas
Tudo em três dados de dimensão
Cumprimento Largura Profundidade
Tudo em outro lado de dimensão
Cumprimento Largura e Razão
Profundidade obscurecida
Na profundidade ilusão

Conectar ao que
Largue lá o sentido purista das preposições
Sem saber como texto reto
Que sarcasmo e ironia é um defeito da visão

Era incrível aquele tempo em que falávamos
Tudo o que pouco pensávamos
Hoje penso mais coisas sobre meu prato de sopa
Do que sobre a sobra dos meus pensamentos

antrhopos míchaní
gynaíka míchaní
apò mechanés théos

Que saudades de ser animal que imaginava tudo.

domingo, 4 de março de 2012

A sua Rosa

Que seja banal a sua moda
E que seus ciclos jamais estejam sincronizados
Apedrejem-nas por não serem tão homens quanto nós
Racionalmente propositais em fazer-se analíticas
(Na esperança de lhas deem à escola ou à rua o seu nome)

Que tenhamos medo de admitir que diante da força dos pulsos
  [desfalece o braço
E que sempre detiveram sobre nós o poder
  [que detemos sobre os outros
Que na mais turbulenta ocasião iluminam
  [e enudecem todas as nossas ilusões
Podemos nos enganar sobre isto também

Mas que nunca permaneça obstáculo
Entre uma mulher e o seu direito de receber uma rosa
Natureza não se converte, maquia-se;

Porém se esta data...

Acontecerá de tudo ficar decrépito
Morto, sem graça
Levantar da cama pra quê?
Já nos roubaram a infância tão cedo...
Tudo que conheceremos envelhecerá,
Antes da hora.

Mas dê aquela frágil criatura implacável a sua rosa...

O Dever (?)

Não direi uma palavra
Nem uma só palavra sobre palavra
Enquanto olho não significa
Porque a poesia não deve dever
O artista não deve dever
O homem não deveria dever o dever

Assim prossegue o homem sem traves nos olhos
Vê-se o mar
Vê-lhe há mar
Vê-se a arte
Vê-lhe o apartar-te
Do quanto se faz parte
E enquanto a mar e arte
Para tantos o que há Marte.

Cabeças assim não se prescrevem
Porque elas teimam em ser menores

(Observando é claro que se menor for lido menor 
  [o olhar está cheio de traves e os pés de correntes 
  [e a cabeça está cheia de vento 
  [onde mora um pequeno duende que ri de tudo o que fazemos)

Para toda sombra existe uma luz
Para toda terra existe uma semente
E para toda arte existe uma parte que diz:

Arte para
Libertar-te?
Ou arte para
Militar-te?
Arte para obrigar-te a dever a sua parte?
O duende em minha cabeça me diz:
Libertas quae facere arte!

Frase XXVII

Não adianta politizar a uma nação de mal educados enquanto não educarmos uma nação de despolitizados.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Jesus não foi à Tenochtitlan!

Existe uma tendência recente que prega a ideia de se desprender da ilusão mundana e conectar-se à realidade, que acaba sendo ofuscada pelo excesso de informação, de marketing, o excesso de comercialização de produtos de necessidade duvidosa, ou também pela nossa visão de uma educação humana voltada unicamente para a produção, trabalho e consumo. Desvencilhar-se das ilusões (o que custou a Nietzsche a sua saúde e solidão) de certa forma traz um conforto e consola o espírito inquieto dos que não concordam com o meio social.

Esta manhã estive caminhando no mercado e me assustei com o fato de já termos estandes dispondo as inúmeras variedades de ovos de chocolate para os feriados da Páscoa que virão em Abril. Se Jesus não conheceu os Mexicatls, ou Astecas, inventores do chocolate, então por isso, pra que diabos Ovos de Páscoa de Chocolate?. Nem gostaria de falar sobre a questão dos preços, mas é impossível não se deixar provocar e sentir repulsa do descaramento do comércio em cobrar R$20,99 por 170 gr. em um chocolate estilizado. E o mais triste é perceber como isso faz parte de um trabalho completo de imposição e manipulação, onde unem-se a referência diária baseada numa TV alienada, uma educação deteriorada e atrasada e o senso comum do benefício material, sem contar ainda com um rito religioso que não tem relação alguma com o Ovo de Páscoa de chocolate. É triste e desolador ver as pessoas apontando, escolhendo, fazendo cálculos...

Sempre digo aos meus alunos que o bem mais precioso que um ser humano tem é o seu cérebro. Somos bombardeados o tempo todo por informações, até mesmo no momento do sono. Sendo o cérebro o nosso bem mais precioso, por que permitir a entrada de tudo isso gratuitamente, sem um preço a se pagar? Por que permitir que tudo tenha acesso aos alojamentos sagrados da nossa mente e que ali residam, ocupando o espaço que nos permitiria sermos humanos melhores? Por que já comprar Ovos de Páscoa, ou, grosseiramente, 170 gr. de chocolate estilizado e ornamentado apenas para fazer parte daquilo que nos é imposto? Duvido muito se o verdadeiro significado e origem da Páscoa está sendo verdadeiramente vivido desta forma.

Agora forçando a ideia além, lembro-me sempre de quando Paulo Freire diz que a educação é um ato político. Lembro-me também de como a nossa educação e o nosso conceito de sociedade está desfocado e perdido, está completamente em crise. Lembro-me de como somos levados a discutir e brigar pelas coisas erradas, enquanto há pessoas arrecadando fortunas às custas da nossa falta de formação. Lembro-me de que tudo o que nos é imposto passa, livremente, sem debate ou resistência, de certa forma até mesmo nos tornando diferente daquilo que somos originalmente.

Sem saber como administrar aquilo que entra tão facilmente e grosseiramente em nossas casas, descontextualizadamente, sob o argumento da felicidade plena e realização dos prazeres, como então administrar e filtra o que é necessário para nossa vivência?

Apenas uma pequena parcela da humanidade inteligente faz uma relação direta dos eventos do mundo com a sua vida diária, e entende que a partir de uma mudança ligeira de comportamento existe uma mudança significativa nas chances de sobrevivência.

O consumo sempre existiu, e tentam derrubar o anti-consumo com este argumento. Mas um detalhe a que poucos se atentam é que não se trata apenas de consumo, mas de consumismo. Qual a diferença? O "ismo" oras, o sufixo que, de acordo com a gramática portuguesa, designa as práticas verbais relacionadas à doenças. Exatamente, o consumismo tornou-se uma doença mental dos tempos atuais, porque as coisas são compradas simplesmente por serem compradas, e não porque são necessárias serem compradas. As manobras criadas para que isso aconteça já não é mais novidade para ninguém: propagandas comerciais agressivas, apelos para a imagem, status social, aceitação, etc.

A crise de 2008 causada por um inchaço da economia global durar quatro anos já é um sinal de que é preciso de maneira urgente repensar os hábitos. Somos nós quem devemos moldar os produtos às nossas necessidades e não o contrário. Não é vergonha alguma admitir que não precisa de uma coisa justamente por não precisar de uma coisa. Não é vergonha nenhuma pensar com a própria cabeça. É uma questão de inteligência, e não de forçar um destaque social por ser diferente.

A história já nos mostrou que o forte sobrevive e vence a curto prazo, mas o inteligente sempre vai superá-lo, porque ideias não tem prazo de validade e são a prova de balas e socos.