segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Viva diferença

Vindo todo o dia
Pela mesma alameda
Vendo o mesmo chão
O mesmo entulho no mesmo lugar
A mesma comadre contando das mesmas pessoas
E as mesmas pessoas
Diferentemente como umas as outras
E essa mesma parede azul
Chata, calma, tranquila, beirando o inferno imutável do tédio

De bocejo em bocejo eu penso uma faísca de desejo:

Essa parede podia ser laranja, só por um segundo.

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