segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O Teatro Mágico

Já era hora que o poeta pena
E esfalece, esmorece...
O compromisso está na palavra
E só.
Sem serviço e sem contrato
Fumo de cigarro
Álcool de bebida
Sem precisão justa ou justiça.

Escravo não é mais quem trabalha
E pede pelo pagamento
É quem paga sem desalento
E quem anda sem movimento
E quem paira sem pensamento.

Os frutos podres pendem da plantação
As idéias velhas se acorrentam ao pescoço
E morrem sem tentação.
O velho livre já livre não é mais não
Pois o livre é ciente de que é livre sem condição.

Idéias velhas pendem na cabeça
E pode passar o bonde
Ou o trem da estação
E poucos perceberão que fecharão-se as lojas
E as portas se abrirão.
Fecharão-se os cercos
E os circos se abrirão.

Quem tem medo de furacão
Ficará em casa.
Quem tem assinatura
Fechará as gavetas.
Acostumados ao lixo que estamos
Evitamos olhar para o chão
Acostumados ao espelho
Evitamos o céu
Acostumados ao céu
Vamos de avião.
E os sem asas voam
Mesmo caçando no chão.

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