terça-feira, 10 de agosto de 2010

Minha benção na Primeira Missa

E quando tudo acabar
No fim da festa um sorriso fugaz
Pelo menos.
E encara com um desolhar estranho
Ao olhar pra traz

E querer ter o álcool
E alimentar a alegria
E desejar estar no lugar
De todas as desgraças dos outros,
Acreditando que não terei apocalipse
Quando abrir a porta de casa.

Para quando chegar
Cambalear pelas paredes sinuosas
E atirar-me incólume à cama
E abraçar os travesseiros
Conforme meus únicos consolos
E me esquecer de que não fui ninguém
Enquanto alguém tentava ter
O que só a mim pertence.

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