sábado, 23 de janeiro de 2010

A Destruição das Horas


O que são as horas quando eu tenho os teus beijos?
Pois não me fale de horas
E nem de obrigações
Fale-me dos teus beijos.

O que são beijos sem os teus lábios?
E quando os olhos poupam os lábios
O olhar furtivo e sutil
Cálido como a brisa fresca da aurora
Cala-te por agora
Fala-me pela hora
Os olhos sem os lábios
Eles voam e sons silêncios
Sutis e gloriosos, sábios.

Os minutos são gotas de suor.

O que são as horas sem o ensejo
Volátil e livre do teu caminhar?
Caminhas como danças
Danças em estâncias
De contrabaleio de balanças.
Calaboças andanças
Lábios de sonhar esperanças.

Em teus braços livres
Eu me esqueço de mim
Eu me esqueço dos relógios.

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