quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Da Eterna das Flores

Ainda que existissem mil amores
E ainda que os prantos ressoassem
No toque uníssono de sofrimento
Ainda que só houvesse desalento
E que o mundo fosse apenas dores,
Jamais estaria fadada
Ao pleno ardor do esquecimento
Ela sutil, afã e acamada
A bela, da eterna das flores.

E da eterna das flores
Sempre sob a escuridão
Naquela esperança que ressurge
Criança pura, delicada
A recolheria em sua mão.

O que a deusa impõe
Mãos pequenas e tolas
Jamais saberão porque manchar.
Ouçam as reconditas harmonias
Ouçam os vocalizes de alegrias
Começam com sussuros pianíssimos
E concluem-se em gritos fortes
Fortíssimos!

Daquilo que veio do céu
O que herdamos de mais belo
A música da lira cálida
O sinfonia do amor de violoncelo.

Morrem homens e mulhere vis
Mas a história de amor
À história sobrevive
E a flor eterna que acha que morre
Sempre na esperança revive.

Pois tudo que há de vida neste mundo
Começa com um ato de amor.
Concluí-se num suspiro de saudade
Termina num excesso de dor
Mas ressurge
Da vontade do nosso sabor.

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