sábado, 16 de outubro de 2010

O Meu Eterno Amanhecer

Paixão paixão... resistiu ao tempo. Possivelmente. É difícil falar desse tema tão delicado entende? Você entende. Foram tantas reviravoltas, tantas idas e vindas, tantas! Pois sabemos. Procuramos o que? Procuramos pelo que? Procuramos por quem? Pensar em você era quase regra, quase porque eu também pensava na minha vida, nas minhas coisas, pensava na minha dor. Como era doloroso, como doía meu Deus! Doía pra cacete!

Tentava não me perder entre as páginas de um livro e de outro livro, e entre as pernas de uma e outra imaginação pendente. Pois é, era difícil imaginar. Eternamente amanhecendo com uma lembrança, com um desejo, com uma esperança das coisas acontecendo, duas vidas tão distantes, paralelas, para elas, vivenciando as coisas como se fossem ondas nos levando, sem pensar, sem oferecer resistência, sem esperar que algo nos parasse, mas sabendo no fundo que não era bem assim. Não era bem assim. Eu prefiro não pensar, não é pra pensar, é complicado, é estranho, é difícil, não era pra pensar. Sentir. Nestas horas a filosofia enlouquece, não faz sentido. Sento na poltrona pra ver o sol sumir da minha vista, e a noite me abraça como um menino perdido e só, mas você estava ali, sempre, na lembrança, no desejo, na esperança. E foi, o que não era pra ser, foi, está sendo. O menino sorriu, o coração está feliz.



Meu eterno amanhecer


Mãos hábeis que preparam a janta
Manejam as especiarias artesanalmente
Enquanto lembro que em tempos brancos
Mal manejavam as mãos do adolescente.


A lembrança é eterno fruto
E se um dia a alma apodrecer
No coração jamais haverá luto
A vontade viva amadurece
O perfume de alecrim,
Ninguém esquece.

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