terça-feira, 10 de novembro de 2009

Vendaval

Começa com um sopro.
Os olhares, esguios,
Não se encontram mais.

Não é mais a voz que fala
Ela cala.

O corpo aos poucos estremece
Desescama, desencana...
As formas tomam formas
Da forma que o olhar desconhece.

A alma morta toma nota
Aviva-se em estranha calma.
A preocupação doentia fenece
E à nos, a música desfalece.

Canção noturna e sussurrada
Resplandece em tempestade de verão
E termina no frescor do amanhecer.

E a voz, aos poucos reconhece
Cai o sono no olhar estarrecido
E o corpo, dormente, adormece.

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