terça-feira, 10 de novembro de 2009

Dedicatória

Há pessoas que aparecem em nossas vidas, e que de uma hora para a outra, as viram de cabeça para baixo. Isso já aconteceu comigo antes, mas posso dizer que raras foram as vezes. Em muitas delas, as pessoas que viraram a minha vida de cabeça para baixo, ficaram extremamente amedrontadas de se responsabilizarem por mim, uma vez que me teriam cativado para sempre. Pessoas assim, que involuntariamente (ou voluntariamente) roubaram um pouquinho de mim, para me deixar a dolorosa saudade, eu já descrevi em um outro dos meus poemas:

"Meu coração não é meu
Está em toda a parte dos caminhos que andei
Cada um carrega um pouco do que é seu"

(Poema Saudade, de Matheus & Borges, escrito em 11 de novembro de 2006 e publicado na página http://recantodasletras.uol.com.br/autores/bacobass).

A maior coincidência é que este poema Saudade foi escrito há quase 3 anos do dia de hoje. E hoje é um dia especial, porque descobri e redescobri um belo sentimento em meu coração. O coração endurecido é cativado pelas pessoas mais corajosas. Se o mundo é feito de pessoas, e se as pessoas se relacionam baseadas em sentimentos, então permita-me falar daquele que é o que todos tanto esnobam, por puro medo, pura covardia: o amor.

Sim, uma alma adolescente, porém nada imatura, ao contrário, uma alma cheia de energia e vida; esta alma foi quebrando com poucas palavras e simples gestos, a dura crosta que envolvia o meu coração endurecido. Esta alma merece dignamente todo o meu respeito e o meu amor, e uma demonstração disso está neste poema que para ela eu dedico.

Obrigado Renata Mulinelli. O amor não tem tempo para aparecer, ele tem apenas que aparecer pelas vias mais certas, trazidas pelas pessoas mais dignas. A sua personalidade cativante me fez relembrar disso.


Renascido

Tão nova e já tão cheia de vida.
Tão cedo e já com tantas perguntas
Tão sóbria e de respostas precisas.
Tão hoje, tão nobre, tão, querida.

O enlace desta vida
Se faz por mór desejo
Metafísico
Meta o físico da alma
E sinta a aura de sua calma

Voe voe ó querida
E busque para nós, lá naquele topo
A esperança que deixamos partir
Voe ó coração solto
voe e atravesse para nós
As nuvens mais soturnas

Dance cante, ó nossa vida
Exale este ar puro sobre nós
Embale-nos na viagem de tua voz
Ensina-nos a chegar
No reino das mais brancas paisagens
Dance cante e nos dê tua coragem.

Cave escave ó amiga
Desvende e vende por si mesma
Os segredos de nossos medos
Mostre-nos que a vida tão doída
Às vezes também pode ser brinquedo.

A cada passo que caminhas
Deixa um fundo rastro de saudades
Escorre um fluído de amizade
Transmite aventura, alegria e liberdade

Que a luz intensa de teus domínios
Aquela que te intensa ilumina
Não cegue os teus lúcidos desígnios
Não te traia no que mais te abominas.

Tão pura, tão forte, tão frágil
Tão ti, tão nobre, tão menina.
Tão jovem e com tanto pra dizer
Tão cedo enxerga a plena vida

Tão logo escolhe a trilha preferida
Tão nobre, tão forte, tão, querida.
Tão eterna até a sepultura
Tão eterna até a escultura

Tão minha amiga.


Nenhum comentário: