sábado, 1 de agosto de 2009

Condenação

Não adianta ornar com rosas
Com tulipas e querubins
Nem cravos de pétalas rugosas
E menos azaléias vistosas
A árvore que já se condena.

Seus galhos retorcidos assim permanecerão
Recurvada sobre a própria sombra
Com a copa estarrecida e faminta
De folhas secas acinzentadas.

Não há o que lhe tire da situação
Uma vez que a raiz caiu no solo
E já atinge as profundezas do inferno
Aquecendo-se vacilante
Neste eterno inverno.

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