domingo, 31 de maio de 2009

Carta ao Cientista

Coração. O que é isso? Será apenas um pedaço de carne que pulsa simetricamente, sincronizadamente, espalhando sangue para todos os lados?

O que é isso? Um amontoado de músculos asquerosos e pegajosos, de aspecto grotesco cheio de uma carne indigesta? É o coração apenas o que jaz em carne?

Ah sofrimento! Não vens do meu peito, mas da minha mente perversa e luzidia. E a razão, essa soberba que nunca admite a nada, transfere toda a responsabilidade para o já cansado coração, e é lá que eu sinto a dor, além da dor inevitável de me sustentar pelo resto da vida.

Pois todos os males a ti pertencem ó coração. Carregas por toda a vida a responsabilidade cruel da vida, além da vida, e possui força imensa para realizar o seu trabalho incessante, sem reclamar, sem contestar. E razão, esta soberba, de ti diretamente depende. Dizem que é o contrário, pois sem a razão, o coração nada seria. Mas tu, meu pobre e cansado coração, tu és mais nobre, pois vives em constante labuta pobre, e retirar do mal o que é bom, purifica o imundo e reergue aquele que está cansado de caminhar. Caminhar demais sobre a pedra acaba por ferir os suaves pés do fidalgo, o coração.

E se sois fidalgo, sereis fidalgo de tudo, menos da razão.Pois a ela jamais deverieis te subordinoar ó nobre e tão amado coração.

sábado, 23 de maio de 2009

Falando um pouquinho de discriminação.


Todos são hostilizados por todos. Agora por causa de um passado histórico, não entendo a razão de a hostilidade ser mais agressiva quando se trata de homossexual X heteressexual, branco X negro, pobre X rico, religioso X ateu, gordo X magro, etc, etc. A ofensa profunda em relação a todas as outras hostilidades, é uma maneira de frisar o preconceito ou de afirmar a inferiodade interior? Não seria toda a hostilidade uma forma de preconceito de uma pessoa contra a outra, independente de classe, cor, sexo e religião?