quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Poema Contreto I


O mundo é de quem tem sorte, determinação. 
O mundo é de quem tem sorte. 
O mundo é de quem tem!
O mundo é de quem?
O mundo é de: 
O mundo é... 
O mundo. 
Ô!
Ô!
Ô!
ô
oh... 

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Morfina

Nesta vida
Cheia de agitações tardias,
Conformo-me com a frieza dos dias
Onde sinto na alma o sumo açoite
De entregue ao corpo estranho pela noite.

E assim mesmo, sacudida, não me ama
E não me vê, não me olha, não me chama
Mas deste prêmio corpo eu divido a cama
E se a alma esfria, o lábio tenso inflama.

E engano-me com o canto colibri de flautas
Quando há mesmo o som de um murmúrio em praça incauta
E envergonho-me enquanto o choro sobressalta
Por uma febre que temo e assusta, mas falta.