quinta-feira, 15 de junho de 2006

Frase II

Procurei na casa inteira, na rua inteira, no bairro inteiro.
Nenhum sinal, nada. Só um copo vazio no meio da estrada.

terça-feira, 13 de junho de 2006

Genesis 2, 16-17

Depois de comer da fruta da ciência do bem e do mal,
Recordo-me que no meio do caminho,
Daquela vida tão jovem...
     ...e tão cansada...
      ...e tão distante...
Obriguei-me a subir no bote da ciência do bem e do mal.

Aos poucos, e cada vez mais,
O bote ia embora, velejando.
A terra ia pequeninando e me deixando maior,
ilhado no mar.
Tão triste é tudo isso, mas ele se afastava...
                 ...tão distante...

Que susto de angústia que levei!
Quando notei que não, o bote não se afastava.
Ficou parado no mesmo lugar que entrei.
                        ...e tudo tão distante...

No dia que comi daquela fruta,
e entrei naquele bote,
Certamente morri!

segunda-feira, 12 de junho de 2006

Identidade

Como é dele o mundo do poeta.
Pinga como chuva no pantanal:
  
     Dez gotas de salivas efervescidas
     Dez contos sobre meninos de rua
     Um comentário sobre a beleza da lua...

Igual da Vincis e Michelangelos, Dali sai alguma poesia.

Nesse mundo
Nasce o que se quer nascer,
Colhe o que se quer colher,
Bebe o que se quer beber,
E não há coração para mexer.

terça-feira, 6 de junho de 2006

A Decente Mentira

Olhar para trás
Não passa
De olhar pra trás.

Olhar para o passado
Impossível.
Olhamos para nós mesmos
Cujo passado se remonta
Nas memórias de quem quiser.

A história mais bonita é a história que bem me quer.