sábado, 23 de abril de 2005

Para a Música Sem Nome

Eu podia morrer agora
Fama talvez.
A mais nova notícia do noticiário do povo.
Nem que fosse ao menos por uma semana
Meu sangue anêmico esparramado ao chão seria notado enfim,
Já que não em minhas veias tristes e dilaceradas em vida.
Melaria e avermelharia um pedaço de terra e de história,
E uma música soaria.

Essa música que não tem nome.

Talvez pudesse se chamar 
“Noturno triste contemporâneo em Mi menor”
Tristeza contemporânea
Iguais as de hoje em dia.
Tristeza esparsa, vã e mentirosa.
Tristeza que todo mundo sente
Tristeza que ninguém quer sentir.

Ou talvez pudesse ser a música que todo mundo queira ouvir
Daquelas que a gente não acredita!
[que às vezes o dia é desagradável e não tem retorno.
Mas a gente não acredita e muda de estação.

Daquelas em que eu sonho com a princesa de Minas Gerais
Daquelas em que eu acho que a princesa tem um sorriso lindo
Lindo de morrer
E que é pra mim, mas na verdade é a música que me deixa assim.
Quando eu digo que te amo e acho que obtenho uma resposta.
Mas é só a música.

terça-feira, 12 de abril de 2005

Viajante Cacique

Não sou daqui, sou de qualquer lugar
Sou de onde meu coração mandar
Não sou daqui, sou de lugar nenhum
Sou de onde o tambor ainda faz tum!


Sou das Minas às Serras Cantareiras
Sou Urupês, Irapuá e Tabajaras
Canaviais, Honolulus, Parises e Milãos.
Sou da terra de todos os irmãos.


Sou de Belém, Carfanaum, Jerusalém,


Sou das Terras sem nome
Por que antes não tinham.
Hoje só têm pra me separar de ti.


Sou o típico Italo-americano das tribos de Itapecerica.
Sou o filho do baiano comedor de mexericas.


Sou o Alfa, o Ômega e sua semelhança.
Sou começo, o meio e o fim de toda a dança.


Sou o último raio da estrela, a esperança.