domingo, 19 de setembro de 2004

Cidade Fantasma

Fechou o dia.
A cidade está vazia,
Ruas inteiras com a imensidão da ausência.
Portas fechadas,
Janelas fechadas,
Porcas fachadas.


A cidade está vazia
O dia está vazio
Tudo está vazio.


O Sol nasce cinza e lamenta
O movimento de translação dos planetas.
Pobre Lua, escrava nossa, eterna rainha dos amantes loucos.


Não consigo sentir o cheiro.
É por isso que sempre estou do lado de fora das vitrines.


Por que o dia fechou.
A cidade fechou.

quinta-feira, 2 de setembro de 2004

Filosofando o TIC-TAC

Dias vão, dias vêm
Vão-se as cavalarias e infantarias
Boemias e orgias inteiras
Vão-se as horas de gozo e as obrigações


Mas nada disso me faz entender,
Nada;
Nada me faz compreender o porquê do relógio às vezes fazer tic
[e às vezes fazer tac.
Por que do seu ir para a esquerda
E depois para a direita?


E porque os seus ponteiros giram giram giram
Incessantemente...
Dolorosamente...